quinta-feira, março 08, 2007

Ollhos Cor de Avelã



Não sei nada dela, apenas os seus olhos me olharam com doçura com muita doçura, tem um olhar meigo, não sei o seu nome apenas o seu olhar ficou na minha memória, fecho os olhos e vejo os seus olhos cor de avelã.

Despacho-me para estar a horas, na mesma hora que Ela costuma estar, mas não está, não esteve ontem e estava com esperanças de a encontrar hoje. Olho para todos os lados e não a vejo, fico pensativo e só, os meus olhos percorrem todo aquele aglomerado de gente que se choca e me evita, há um último olhar..., não é, despeço-me do sitio que fica aquele sitio onde um dia dois estranhos cruzaram olhares. Lembro-me bem desse dia e ponho-me a pensar no momento em que levantei os olhos do jornal, no intervalo de mudar de página, e os olhos cor de avelã olhavam-me, já não consegui concentrar-me mais na leitura, olhava o jornal como escudo à inibição de quem não está seguro porque devia agir no momento, devia dizer qualquer coisa, ora se os olhares se cruzam e portanto comunicam, dizem qualquer coisa, emitem sinais e são esses que devem ser interpretados e traduzidos em acção do comportamento.

Pois, mas não sou autómato e fiquei-me naquele platonismo alucinado, que fazer é a pergunta, pois não sou propriamente um adolescente, mas Ela também não, o olhar dela parece-me de apaixonada e será que olha por estar desocupada ou..., não é que me interesse, porque cada um se ocupa na sua intimidade como bem entender, mas poderá estar interessada..., mas em quê? em ter um amigo ou um amante..., e eu? o que procuro? uma amiga ou uma amante?... Afinal, e a minha Vénus?! Não posso assumir nada que prejudique a minha estabilidade emocional, mas apaixono-me com esta facilidade porquê?

Bom! já lá vai uma semana e nunca mais vi os olhos cor de avelã, talvez seja melhor assim, não sei. Não posso deixar de fazer um comentário sobre o dia de hoje, o dia internacional da mulher. Aqui, neste meu espaço de escrita, de confidências e de alguns disparates tenho enaltecido muito a figura da mulher, tendo começado com uma alusão à figura que representa a Républica e editado um post com as atrocidades sofridas pela mulher nos dias de hoje.

Continua não haver palavras suficientes para determinados comportamentos repugnantes contra as mulheres e como não consigo lembrar-me de todos é a da violência doméstica que me choca mais, como é que pode haver parceiros que matam mulheres com pancada, não consigo perceber, não me entra..., é uma das merdas que me faz muita confusão e não estou a falar de familias tipicamente de classe operária que o marido chega bêbado e bate na mulher, estou a falar de outras classes sociais bem mais altas e de responsabilidades na sociedade mais elevadas porque o seu peso é de influência e de referência, acaba por ser mais repugnante.


Mas, Vivam as MULHERES... BEIJO-AS A TODAS, AONDE?... Aonde Elas mais gostarem. ;)








terça-feira, fevereiro 27, 2007

A MÃO

Uma mão irrequieta que desce, provocante, pelo teu corpo. Detêm-se para te apertar uma nádega, desliza pelo vale entre as bochechas carnudas, e dois dedos encontram os lábios desenhados do teu sexo. Percebeste e cedeste à doçura dos dedos.


As duas bocas encontram-se num beijo terno, que foi evoluindo para esfomeado. A mão deslizou pelo flanco do teu corpo curvo e, prendeu-se nos suaves seios.
A mão começou por acariciar as formas redondas, só aflorando a pele. Sentiu a necessidade de te apertar a carne, e quando deu por si tinha te ajudado - tão impaciente! - a despir a camisola, e estava a massajar apaixonadamente esses seios cada vez mais duros, das bases do cone às auréolas rosadas.
Sentiste o sangue quente afluir vigorosamente ao topo dos seios, a pulsar nos mamilos. Já estavas em fogo! A boca descera por cada milímetro do teu rosto, pescoço palpitante, até encontrar os seios, tão sensíveis! A mão fechou os lábios no mamilo, chupou, e quase te desfazias num novo orgasmo.
Depois aquela língua brincava com o teu mamilo e a sensação era quase dolorosa. Já te torcias toda, demasiado impaciente, quando a mão, com um sorriso, desceu a boca húmida através das tuas costelas.
Mistura-se a fina película de suor salgado na tua saliva quente e suga-te, lasciva. Encontra o umbigo que julga sensível, chegou a ejacular enquanto dardejava a língua no teu umbigo. Mas isso talvez tivesse tido alguma coisa a ver com, apenas momentos antes, tivesses tirado a boca do pénis terrivelmente duro e palpitante.
Os lábios molhados, contraindo ritmicamente, são lindos demais para resistir. A mão faz um último esforço para te deixar bem louca, antes de te devorar. Levantou-te uma coxa e chupou-te a virilha para a sua boca. Só quando se sentiu tão insuportavelmente impaciente como tu é que colou a boca à carne suave, húmida e aromática. Soltaste um gemido estrangulado.
Começou a separar-te os lábios, afundando o rosto na deliciosa abertura de ti, ao ouvir os teus gemidos excitados, molhando-se no suco delicioso. Estás sequiosa. Passou os braços por debaixo das nádegas, segurou e abriu os lábios entumecidos.
Lentamente percorreu-te toda a extensão do sexo lindo, recolhendo o suco saboroso que não parava de babar. Sentiste a tensão crescente do teu corpo e sabias que agora já nada a podia parar. A ideia era tão louca, tão excitante, que tiveste de a dizer em voz alta, partilhar com a mão maravilhosa que te estava a dar tanto prazer:
- Vou-me vir...
Ainda com mais voracidade, linguava frenética o interior delicioso. Não te querias mexer, para não perder as carícias, mas sentias as mexidas involuntárias do teu corpo. Levantavas as ancas da cama. Uma coxa estava prisioneira, mas a outra perna remexia-se endiabrada. Gritavas de prazer.
A mão teve de lutar com o corpo que se debatia apaixonadamente, mas conseguiu manter a boca firmemente acoplada e o esfregar vicioso da língua na carne enlouquecida.
Mantendo a vulva aberta, não abrandou a carícia da língua no teu clitóris. Perdias o ar. Mas precisas de te mexer, gritar!, para aliviar a tensão e não enlouquecer.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

A Confiança

Não gostei da Crónica do Miguel Sousa Tavares no Jornal Expresso de Sábado, dia 17 de Fevereiro. É uma pessoa que sempre admirei, com uma nítidez de visão sobre o que se passa por aí e desta vez, apesar de ser a sua visão, desencantou-me porque a mensagem de mais liberdade para os que fumam, para os que gostam de ir comer os sargos e os tordos nas alturas certas do ano, para os que pretendem ter uma vida sem imposições sobre maneiras de viver, para os que gostam de correr apenas atrás das bolas e/ou dos que gostam de touradas, etc., não tem de passar por ser através de criticar quem gosta de praticar desporto ou tente imprimir maneiras de viver que sejam o apanágio de vivências salutares. Não estou a defender poderes institucionalizados ou governantes que publicitam fatos de treino nas suas corridas matinais, mas não sou preconceituoso ao ponto de dizer que não confio em pessoas que correm sem objectivo.



Eu não critico aqueles que gostam de petiscos, de ir à caça, às touradas, ao futebol, que percorrem quilómetros para comer umas tripas ou outras coisas menos nobres de qualquer animal herbívoro, mas se me der na cabeça de correr 15 Km, só por correr ou nadar em mar aberto só porque gosto, porque tenho o prazer de o fazer, não tenho de pertencer a um grupo que o Miguel Sousa Tavares diz não serem pessoas que ofereçem confiança.

Bom! Já estou tempo de mais a falar sem que haja um pouco de foda, ou uma parrachita que seja, que quer dizer que terei o maior prazer de passar imediatamente ao assunto que mais gozo me dá e, de passar imediatamente ao assunto que me traz aqui, porque devo dizer que adoro desporto, correr, surfar, aikidokar, mas foder é uma das actividades que mais gosto de fazer e é de todo em todo parecida com o surf, porque nem sempre o swell está bom, o vento tem de ser off-shore para a onda ficar bem formada.

Portanto, nem sempre a exerço com a frequência desejada, pois ela é feita a dois, se bem que por vezes a um, tem de haver disposição simultânea, contudo e continuando com a minha analogia ao surf, a mulher!?... não podia deixar de a comparar com o mar, é instável, mas com horários rigídos nas suas marés, quando as condições estão favoráveis, que é o mesmo que dizer, o mar está ordenado porque as ondas têm um espaçamento nos sets de alguma regularidade, dando-nos tempo de recompôr da onda que se acabou de fazer para nos aprontarmos para outra, é a perfeição que se conjuga na primeira pessoa, caímos nos seus braços e dorpamos uma esquerda ou uma direita, desfazendo até ao lip e agarrando o power que nos dá, mergulhando outra e outra vez no seu interior para depois espraiar exaustos, recebendo caricias da espuma branca que se desfaz na nossa mão..., os olhos abrem-se a custo de se ver reflectido o sol no seu corpo azulado..., olhamos mais uma vez o horizonte e prometemos voltar..., sempre e sempre que nos deixar...

terça-feira, fevereiro 13, 2007

A IMORTALIDADE




Quem não gostaria de ser imortal? Quem nunca pensou nisso? Ficciona-se sobre este assunto - o elixir da vida -, mas o tempo não se compadece com os choramingas dos que, eternamente, gostariam de ser jovens.

Eu digo: - Não me importava nada de o ser, Quem não viu o filme "O Imortal"? Bom! A questão, em minha opinião, reside no que queremos fazer enquanto não "vamos ao tapete" porque o tempo é curto, passa-se a juventude estudando, são 17 a 20 anos, e outros tantos trabalhando para se estruturar uma vida capaz de sustentar o nosso "modus operandi", ora, sem que nos apercebamos, estamos nos quarenta e tais, juro que isto não é uma crise dos quarenta, mas é fodido.

Ainda querem manter-nos na vida activa até aos setenta anos, imaginem, mas há, de facto, uma curiosidade que é a de cada vez mais sermos pais perto dos quarenta anos, apesar de aparência mais nova. Antigamente, os pais eram mais novos, mas com aparência de mais velhos e actualmente são mais velhos, mas com aparência de mais novos.

O que acontece nos dias de hoje é a esperança de ser mais dilatada e a preocupação com a aparência é cada vez maior, a "imortalidade" está nas nossas cabeças, as mulheres imortalizam a beleza, esta conjuga-se no feminino, não tenho dúvidas, apesar de ter começado com um vídeo do Sting, digo que o tempo por vezes pára, imortalizando momentos, e não é porque se compadece mais com certas pessoas, mas porque certas pessoas envelhecem de forma inteligente.

A inteligência em envelhecer bem é manter a juventude e isso não significa mascarar-nos de jovens, significa estarmos actualizados apesar de estarmos já muito rodados significa não termos medo da modernidade e é claro, mantermos o corpinho em forma.

Alguém que conheço da blogosfera diria neste momento, então!?..., a foda, tanto para chegar à foda, pois é..., a foda mantém a juventude. O sexo é super importante como terapia para uma mente saudável. O facto de haver ideias pré-concebidas, de idades sem sexo, que dão lugar a pessoas completamente amorfas para a vida não podem ser opção e é criminoso haver mentalização para idades sem sexo, idades que existe apenas amizade e companheirismo. Ok! tudo bem! mas, e o sexo!?...Tem de haver aquela actualização que, não sendo uma "iniciação ao programa" ou uma "formatação de disco", é uma adaptação que deve aproveitar toda a experiência e manha da idade.

Hoje, não é como Ontem, hoje vou demoradamente pelo caminho mais longo, fazendo paragens em sitios de rebentar de prazer, se vos disser que adoro botões de rosa, de 69 demorados, de beijos molhados e seios a roçarem-me os glúteos até à loucura de...

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

O AMOR!?...



O Amor!?... será o contrário de guerra, o simbolo de paz, a aura de ternuras, a cura de males que perduram por ódios criados e mantidos por fúrias?... Será sentimento que predispõe a desejar o bem de alguém; será sentimento de afecto; será sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos; será paixão súbita; será...
LIBERDADE!?... Liberdade de qualquer ligação amorosa, de qualquer vínculo que o prenda; de qualquer espiritualidade que o defenda...
O Amor é..., (alguém comentaria, e então as fodas, tanta conversa para chegar às fodas) a loucura que nos impele para escrever coisas loucas. Eu gosto de escrever sobre mulheres sensuais, provocadoras e tentadoras de paixões avassaladoras, que nos dão e tiram..., que se mostram e se escondem, rindo-se e troçando de tontos como eu que devaneiam em circulo por Elas, desejo-as tanto que por vezes me babo..., olhando-as e imaginado-as..., as suas belezas enfeitiçadoras encantam, apaixonam e nunca me cansam... até darem por findo o seu feitiço me agarro a elas na esperança de as amar com a TESÃO de ser a sua fragância, o seu entendimento... que se houver amor, haverá sempre esperança e eu estarei sempre pronto para lhes dar alguma..., mesmo que seja por uma trinca.
Afinal..., como diria o poeta, ... todas as cartas de amor são ridiculas e só é ridiculo quem não as escreve... Eu gosto de escrever cartas de Amor, eu gosto de amar, de foder, de mulheres, de sexo, de ser agarrado, de ser empurrado, de sofrer porque sou rejeitado e sobretudo de ser amado, pelo corpo, pelas palavras, pelos actos, pelas omissões, de ser subjugado à beleza delas, de as venerar e beijar, de as foder e maltrar, de as chorar e roubar com gargalhadas de extâse, de gritar por prazeres, de me esfarrapar por ser...
O QUE ELAS ME FAZEM DIZER... são tantas as responsáveis, são todas as "LAURAS"..., as "COOKIES"... e as "GAJAS PODRESDE BOAS"... TODAS

quarta-feira, janeiro 31, 2007

A strange kind of love





A strange kind of love

A strange kind of feeling

Swims through your eyes

And like the doors

To a wide vast dominion

They open to your prize

This is no terror ground

Or place for the rage

No broken hearts

White wash lies

Just a taste for the truth

Perfect taste choice and meaning

A look into your eyes

Blind to the gemstone alone

A smile from a frown circles round

Should he stay or should he go

Let him shout a rage so strong

A rage that knows no right or wrong

And take a little piece of you

There is no middle ground

Or that's how it seems

For us to walk or to take

Instead we tumble down

Either side left or right

To love or to hate