
A 2ª República devia dar-nos mais do que deu a 1ª República, devia ser mais sensual, mais excitante, mais libertina, devia ser mais promíscua e ir a todos os portugueses com a frescura de jovem que encontrou o seu 1º amor, a sua 1ª paixão, não ter pudor de homem ou mulher, amar todos e não ser de nenhum.
É jovem, ainda se lhe pode exigir os máximos, está naquela idade (trintona) que todos dizem agora é que ela é boa, é mulher feita com capacidade de discernir onde acabam as liberdades de uns para começarem a de outros, de garantir coesão e união onde as diferenças se acentuam.
Ela tem de ser aquela por quem se hasteia a bandeira com prazer de a ver, mas também sentir que lhe crescem os ânimos por ser observada e adorada por todos, a firmeza de uma relação está no feedback que cada um tem do outro. Não tem mal ser vaidosa e gostar que lhe mandem piropos à sua passagem, mas tem de se dar ao respeito e fazer sentir a todos que não é causa perdida ser sensual e bonita, que ser mulher não é só sensualidade física, mas também intelectual, fazer entender que essa sensualidade pode ser trunfo de estratégias para vencer conflitos e desavenças.

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